BARATARonie Von Rosa MartinsNão. Não era Gregor. Mas era imenso. E era uma barata. E sendo o que era rastejava. Movimento silencioso-furtivo. Era o que era. E ponto. Barata. E estava no lixo. Todos não estavam? Todos não eram baratas? Não eram?E empanturrava-se de tudo. A fome intensa. Pretensa forma da fome. Saciar. Saciar os espaços todos do corpo, do desejo, do prazer. Saciar.A alimentação. Devorava o senso-comum. Todinho. Era o próprio. Não se é o que se come? Pois este era ele. Máquina…Ver mais...